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Artigo: Pedágios - Mais 30 anos do Polo Pelotas





Por: Daniel Trzeciak


Eu tinha 12 anos quando o primeiro contrato do Polo Rodoviário Pelotas foi assinado e terei 70 quando o segundo se encerrar. A vida pode ser contada de muitas formas. Pelo calendário, pelo tempo no local onde vivemos e, até mesmo, por uma concessão. E aqui te convido a refletir comigo:


- Qual o modelo de pedágio que a Zona Sul do Estado deseja para os próximos 30 anos?


A maioria não vê o impacto das tarifas no seu dia a dia. Porque raramente usa as estradas e acredita que os R$ 15,20 - o valor mais caro cobrado no RS - fiquem retidos nas BRs-116 e 392. A realidade, porém, é outra e o pedágio bate à nossa porta diariamente. O Brasil depende do modelo rodoviário e muito do que chega às cidades vem pelas estradas. E quando elas, as estradas, são pagas, alguém sempre arca com os custos. Nos supermercados, nas viagens de carro ou de ônibus, no turismo, na construção civil e na feira-livre, as cinco praças do Polo Pelotas estão invisivelmente presentes. Pagamos pelo retrocesso sem pisar na rodovia, com a falta de industrialização da Metade Sul gaúcha e a escassez de empregos numa região empobrecida economicamente.


Fechar os olhos é a maneira mais fácil de fugir da cobrança que irá nos acompanhar, em breve, por mais 30 anos. Como deputado federal luto por justiça de valores. E repito: não sou contra os pedágios, mas um crítico ao acordo que só foi bom para a atual concessionária. Por isso convidei o diretor-geral da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), Rafael Vitale Rodrigues, para uma audiência pública em Pelotas nesta quinta-feira, dia 7 de dezembro, e conversarmos sobre o futuro do Polo Rodoviário.


O evento nos dará a oportunidade de conhecer os detalhes e dialogar sobre a próxima concessão. Um momento para tirar lições do passado e discutir o futuro sob outra perspectiva. As cobranças nas rodovias têm raízes longas e chegam a todos os municípios no seu caminho. Após ser assinada em 2026, a concessão do Polo Pelotas será a que a empresa escolhida espera como a melhor para os seus interesses ou a que a Zona Sul deseja como a mais justa. Se nos omitirmos, repetiremos os erros e teremos uma nova geração refém das cancelas.


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