Artigo: Sem representatividade, a Zona Sul enfraquece




A cinco meses do primeiro turno das eleições, no dia 2 de outubro, meu convite a você, eleitor de Pelotas e da Zona Sul, é um estímulo à reflexão: a importância da representatividade regional. Como deputado federal, nas visitas e conversas que tenho com as comunidades, costumo dizer que as pessoas podem não gostar de falar sobre política, mas não devem ignorar que ela faz parte do nosso dia a dia, da hora de acordar e tomar café ao momento de desligar a luz para dormir.

Ficamos mais de 15 anos sem eleger um deputado federal titular e pagamos caro por isso, muito caro. Nas eleições de 2006, Pelotas destinou acima de 20 mil votos a candidatos de fora da região. E o resultado foi catastrófico. Nos anos seguintes penamos principalmente com a falta de investimentos e o envio da maior parte dos recursos centralizados em Brasília aos municípios da Metade Norte, responsável por eleger a imensa maioria da bancada gaúcha na Câmara dos Deputados. Mérito deles pela articulação.

Mas o papel de um deputado federal, é preciso reconhecer, não se resume apenas a distribuir emendas. Um modelo a ser combatido, aliás, pois coloca nas mãos de poucos todo o recurso pago muitas vezes com dificuldade pelo contribuinte ao governo. Ter um representante mais próximo de onde são tomadas as principais decisões do Brasil dá voz e visibilidade a quem se faz representar através do voto. Nos últimos três anos, como único deputado federal eleito pela Zona Sul, foram inúmeras as vezes em que fui instrumento de demandas importantes levadas aos gabinetes dos ministérios e das secretarias. Conquistas rápidas e outras mais demoradas, porém, de sucesso para quem aguardava há tanto tempo por soluções.

Vale sempre lembrar: um parlamentar de fora daqui lutaria pelo não reajuste das praças de pedágio? Cobraria a duplicação da BR-116 e a conclusão do Contorno Pelotas? Traria aporte substancial de recursos à saúde e aos hospitais dos nossos municípios? Articularia a inclusão do Xavante na Timemania? Garantiria a aquisição de dezenas de máquinas e veículos pesados usados na manutenção das estradas?

Você, eleitor, sabe a resposta.

2022 é um ano de escolhas. Caberá a cada um que for às urnas indicar se deseja ser representado por nomes que desconhecem os caminhos e as demandas da Zona Sul - e por aqui costumam aparecer nesta época, a cada quatro anos - ou fortalecer a Costa Doce em Brasília com quem, de fato, abraça uma agenda de desenvolvimento e interpreta corretamente as pautas locais. Há muito trabalho a ser feito, não canso de falar, e o caminho mais rápido para se chegar às soluções é acreditar em quem percorre sem se perder as ruas e os bairros de Pelotas, Cerrito, Santa Vitória do Palmar, Rio Grande, São Lourenço do Sul, Pinheiro Machado, Capão do Leão, Canguçu...


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